Personalização com pegada oriental troca o look sério de um Honda Civic por um muito mais agressivo, com preparação e suspensão rebaixada

 

Dentre as vertentes do tuning, uma que tem atraído cada vez mais adeptos é a denominada JDM – japan domestic market, ou mercado doméstico do Japão.

Essa ramificação do universo da customização consiste em personalizar carros de origem japonesa, com a preocupação de manter traços originais, mas ao mesmo tempo agregar esportividade e agressividade, tanto no visual quanto na mecânica.

O JDM tem crescido tanto que até mesmo adeptos de outros estilos de tuning têm migrado para ele, como no caso de Fabiano Real, profissional que atua no ramo têxtil e estuda enfermagem, de Monte Sião (MG).

Até então um aficionado por eurolook, e antigo proprietário de um Gol G5 rebaixado na fixa, Fabiano decidiu debutar no JDM quando adquiriu o Honda Civic R 18 que ilustra esta reportagem.

Para isso, contou com a ajuda do especialista André Rossanezi, proprietário da Oficina Studio-A, em Águas de Lindoia (SP), cidade vizinha de Monte Sião.

“Logo que pegou o carro, ele notou que o veículo estava muito apagado e sem vida. Muito comum, com cara de ‘tio’”, afirma André.

O primeiro passo na reestilização incluiu a pintura das rodas em preto e o polimento na parte externa, além de tratamento na pintura.

Além disso, o conjunto mecânico foi atualizado com sistema de injeção remapeado para liberar alguns cavalos extras e também com a utilização de um sistema de Pedal Buster importado, que altera o tempo de abertura da borboleta do corpo de injeção, tornando a aceleração mais rápida, precisa e sem leg.

Percalços

Como tinha comprado o carro havia pouco tempo e já havia gastado com as modificações iniciais, Fabiano deu uma segurada no investimento para a personalização e rodou com essa configuração por alguns meses.

Quando retomou a preparação, encontrou outras dificuldades. Inicialmente, foi adotado um sistema de suspensão a rosca, mas após menos de três meses de uso, Fabiano já estava insatisfeito com o resultado e achou que era hora de mudar o conjunto para uma suspensão a ar.

Ele trouxe o veículo para uma oficina conceituada na cidade de São Paulo, onde o Civic recebeu a suspensão, com novos compressores e cilindro.

Menos de uma semana depois, porém, o conjunto acusou inúmeros problemas e numa inspeção foram diagnosticados diversos problemas, não apenas nos componentes, como também em soldas.

A solução veio por intermédio da Oficina do Batata, em Águas de Lindoia, que refez por completo toda a instalação da suspensão, substituindo soldas e mangueiras, sem vazamentos, com funcionamento correto.

Para finalizar esta complexa parte do projeto, que lhe exigiu mais esforços que o esperado, Fabiano adquiriu um escape em aço inox, para não apenas melhorar a performance, como também conseguir um ronco mais grave do conjunto.

De volta à sombra e água fresca

Com o carro baixo e sem nenhum outro problema de concepção, o projeto voltou para as mãos de André, na Oficina Sudio-A.

Lá foi dada continuidade ao projeto estético, que agora incluiu máscara negra nos faróis, personalização das lanternas traseiras e modificação da grade frontal.

O porta-malas recebeu aerofólio, com uma pintura especial, com um retoque de pó de pérola na cor vermelho.

Para finalizar esta parte do projeto, o carro recebeu pela segunda vez um trato na pintura. Todo ele foi descontaminado e passou por cada uma das etapas de polimento, além de vitrificação da pintura, para garantir maior durabilidade e brilho de aspecto molhado.

A parte externa recebeu ainda um novo conjunto de rodas importadas Debite Concave, de 18”, com tala 8” na dianteira e 9” na traseira.

“Para adaptar essas rodas foi preciso refurar os cubos, além de alargar a caixa de rodas dos para-lamas traseiros”, lembra André.

Homenagem

A personalização do porta-malas foi o grand finale do projeto de personalização do Civic. Depois de uma troca de ideias, Fabiano e André resolveram homenagear a cultura nipônica, mote do projeto.

Para isto, tiveram a ideia de acomodar duas katanas (espadas japonesas) no porta-malas. “Escolhemos dois modelos diferentes: uma com acabamento branco e outra com acabamento preto, que simbolizavam a luz e as sombras, o bem e o mal.

Tivemos a preocupação de pegar espadas sem nenhum corte ou pontas, afinal, ninguém quer ter problemas com a polícia futuramente ao ser parado numa blitz”, explica o responsável pelo projeto.

Foi desenvolvida uma base em madeira, feita à mão, além de um suporte, também em madeira, para o cilindro de alumínio e para o compressor. Para finalizar, o ambiente agora é iluminado por lâmpadas de LED, na cor vermelha.

Antes de ilustrar as páginas de Car Stereo, o modelo estreou, e fez muito sucesso, no BGT First Class 2.0, que aconteceu na cidade de Serra Negra, entre os dias 23 e 25 de junho.

Fabiano, André e o Civic saíram de lá premiados como “Melhor carro estrangeiro” do evento. Nada mau para um marinheiro de primeira viagem no universo JDM!

Quem fez:

Oficina Studio-A. Tel. (19) 99230-5043

www.facebook.com/studioa.andrerossanezi

 

Oficina do Batata. Tel. (19) 3824-1741

Ficha técnica

Honda Civic R 18

Parte externa

Máscara negra nos faróis

Lanternas personalizadas

Grade frontal personalizada

Polimento

Vitrificação da pintura

Rodas Debite Concave 18”

Mecânica

Sistema de injeção remapeado

Pedal Buster

Suspensão a ar

Parte interna

Katanas no porta-malas

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