Para os especialistas, no futuro os automóveis serão capazes de reconhecer o estado de espírito do motorista e buscar alternativas para melhorar o seu dia 

A tecnologia está cada vez mais presente no segmento automotivo. Desta vez, a Ford junto com a Universidade Aachen RWTH, da Alemanha, pesquisa seu sistema de conectividade SYNC e outros recursos internos do veículo visando aprimorar ao máximo o processamento de fala/voz e reduzir a interferência de ruídos e eventos externos. Para os especialistas da Ford, no futuro os automóveis serão capazes de reconhecer o estado de espírito do motorista e buscar alternativas para melhorar o seu humor por meio de piadas, músicas de alto astral e até dar conselhos para melhorar o seu dia.

Um dado interessante, é que segundo a Ford, a expectativa é que em 2022, cerca de 90% dos carros novos sejam equipados com sistema de reconhecimento de voz.  O carro poderia “aprender”, por exemplo, as músicas que o motorista gosta de ouvir quando está estressado ​​e as ocasiões em que prefere ficar em silêncio. A iluminação interna também poderia mudar positivamente o seu humor.

Com a conexão na nuvem, os sistemas embarcados tendem a evoluir para assistentes pessoais, inclusive remarcando compromissos quando o motorista estiver preso num engarrafamento, encontrar restaurantes, entre outras funções. Além disso, o engenheiro de controle de voz do Time de Aplicações de Conectividade da Ford Europa, Mareike Sauer, a montadora está aprimorando o sistema para reconhecer não só diferentes línguas e sotaques, mas também formais mais naturais de falar.

O próximo passo é obter sistemas ultrassofisticados de microfones e câmeras para interpretar o tom de voz, a expressão facial do motorista e até o seu humor ao assumir a direção do veículo.

Máquinas inteligentes

No futuro, usando controles gestuais e dos olhos o motorista será capaz de atender chamadas com um aceno de cabeça, ajustar o volume com pequenos movimentos da mão e definir o destino da navegação com um rápido olhar para o mapa. Então, existe o perigo de que, como no filme “Her”, possamos nos apaixonar pelos sistemas avançados de reconhecimento de voz?

Se hoje já é comum encontrarmos muita gente apaixonado por seus carros, com tantos recursos que aprendem e se adaptam ao motorista, é bem possível que a resposta seja sim.

 

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