AVALIAMOS O ÁUDIO BOOSTER DO JEEP RENEGADE

Renegade ganha customização de fábrica com kit Áudio Booster: subwoofer de 6 polegadas e harmonia entre graves, médios e agudos para embalar sem incomodar

Texto: Bruno Bocchini
Fotos: Bruno Bocchini e Jeep do Brasil

Projetar um sistema de som pode ser uma verdadeira cilada para muitos consumidores, seja porque a proposta não está adequada para o carro, ou pelo fato de o conjunto não fornecer qualidade (vale lembrar da velha ideia: barulho e som alto não significam prazer sonoro). Se, por um lado, os recursos de som são facilmente implantados pelo aftermarket, do outro as montadoras caminham, aos poucos, para encaixar os equipamentos diante da tecnologia embarcada. As centrais multimídia dominaram o segmento e, claro, tornaram o automóvel mais atrativo, sobretudo para o público jovem. Obter um áudio que agrade aos ocupantes é, atualmente, exigência para encarar o trânsito ou escutar aquela música favorita durante a viagem.

Recentemente, a Mopar, divisão de acessórios e performance do Grupo FCA, trouxe ao mercado nacional nova iniciativa para customização de veículos originais da marca. A proposta é oferecer kits de personalização para o modelo Renegade. Diante das opções, um dos destaques é o kit Áudio Booster – que oferece um sistema de áudio mais “acertado” do que o convencional: central multimídia com tela de 6,2”, HD de armazenamento interno de 4GB, conectividade via Bluetooth e USB, reprodutor de TV digital e DVD e câmera de ré. Para empolgar ainda mais o consumidor que não deixa de lado bons graves, além da central eletrônica, o kit disponibiliza um subwoofer de 6” no porta-malas, montado em caixa selada de alumínio. O preço para esse upgrade é de R$ 4.605,15 para todas as versões do Renegade.

Car Stereo teve contato com o kit de áudio instalado em uma versão do Renegade em que a Jeep reservou especialmente para nossa reportagem. O subwoofer adotado pela Mopar diante da personalização é um Hurricane de 6 polegadas 100 W RMS que pesa 5 kg – a instalação não ocupa muito espaço do porta-malas (mas poderia ter sido aplicada debaixo de um dos bancos do modelo) e também não oferece protetor para o aparelho. A marca não optou por aplicar uma proteção que envolva a peça e, sendo assim, utilizar o porta-malas com certa frequência poderá “descascar” o acabamento do sub. Por outro lado, a presença do equipamento confere melhor sonoridade à cabine (por meio da central é possível ajustar os comandos básicos de reforço de graves e canais de pré-volume).

O sistema de som é afinado para a proposta. Os alto-falantes frontais compensam os graves com os falantes das portas e a sonorização não incomoda os passageiros. Não é uma engenharia de som premium, mas o pacote é bem acertado.

Durante os testes, aplicados tanto com o decibelímetro na parte de trás do Renegade quanto na divisão frontal, o mapeamento registrou pico de 94.86 dB (para relembrar, o limite antes da dor – para sons extremamente altos – é aproximadamente 120 dB). Direcionando mais graves e reduzindo agudos, os ocupantes dos bancos traseiros não sentem “batidas” inconvenientes na coluna. O que falta para o Renegade é melhor isolamento acústico (com os vidros e portas fechadas, quem está fora do carro consegue ouvir com clareza a música tocada). Para contextualizar: modelos premium como Audi e BMW exibem sistemas de som encorpados de marcas consagradas como Harman Kardon ou Bang & Olufsen, mas mesmo com o volume máximo o sistema não vaza para o exterior da cabine. A saída para a Jeep seria trabalhar melhor com mantas de isolamento no painel e portas, e instalar sob os tapetes do veículo paineis de fibra fina de madeira.

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Vale a compra?

A central multimídia Uconnect Touch já é conhecida do público. Com a tecnologia é possível gravar estações de rádio preferidas, consultar mapas e criar rotas de navegação, além de conectar o smartphone. As conexões de aparelhos remotos sempre funcionam com mais rapidez e eficiência via cabo USB, mas mesmo com a conexão Bluetooth a resposta é eficaz para o Renegade.

Nas versões em que o Jeep Renegade recebe o Uconnect Touch NAV, há o acréscimo do sistema de navegação GPS, com o software da Tom Tom. O equipamento oferece planejamento de percurso, comandos e orientações por voz, gerenciamento de pontos de interesse, atualização dos mapas pela entrada USB, serviços de emergência e personalização do menu e navegação com mapas em 2D ou 3D.

Em conjunto com o Uconnect a escolha de um subwoofer de 6 polegadas foi acertada, implementar um sub maior fugiria da proposta do modelo. Por outro lado, há sempre o consumidor que prefira “repaginar” o próprio som. Na prática, o sistema da Jeep é uma customização que já é aplicada antes mesmo da entrega do carro. Ou seja: o consumidor vai até uma concessionária ou pelo site, encomenda o seu Renegade, escolhe os kits que deseja e em seis semanas o carro está pronto. “Dessa forma, a customização fica mais competitiva, já que é facilitada pelo processo de fabricação, recebe a garantia do carro e ainda tem a certificação da marca”, defende o diretor da Mopar para a América Latina, Norberto Klein.

Além disso, escolher os acessórios para formar os kits, depois do carro já ter saído da fábrica, pode ser mais caro: uma diferença a favor do kit de fábrica que pode chegar a 30%. Caberá ao fã do Renegade aceitar o custom mopariano, ou recorrer ao próprio upgrade. O fato é que em ambos os casos ele poderá fazer o sinal Hang Loose (seja na praia, no asfalto, ou na terra).

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