Honda HR-V EXL ou Touring qual é o melhor

Honda HR-V EXL x Touring: o que vale mais a pena?

Avaliamos o Honda HR-V em duas versões, a de topo EXL e a Touring e contamos qual vale a pena ir para a sua garagem

Texto: Fernando Naccari

Fotos: Edgar Klein

O Honda HR-V passou por um tapa no visual para reerguê-lo no mercado nacional, onde habita em nossas ruas desde meados de 2015 já como modelo 2016.

De lá para cá, a versão 2020 trouxe novos faróis, para-choques redesenhados, novas rodas e um talento especial nos materiais de seu interior. Avaliamos as duas versões de topo do modelo, a EXL com mecânica Flex e a turbinada Touring, que ainda ganha alguns acessórios importantes.

Por fora, o HR-V Touring tem alguns detalhes que o diferenciam da versão EXL, como os faróis fullLED, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, câmera posicionada abaixo do retrovisor direito (Lane Watch), dupla saída de escape e teto-solar panorâmico.

Por dentro, destaque para o revestimento interno que realça a qualidade “Premium”. Detalhe que o tom varia de acordo com a cor externa da carroceria. No caso dos veículos claros, o interior é bege, já nos de carroceria escura, o tom fica em um cinza claro.

O porta-malas, no entanto, diminuiu de tamanho: caiu de 431 para 393 litros devido a necessidade de abrigar a nova saída dupla de escape no assoalho.

Motor e Câmbio

No HR-V EXL o motor é o bom e velho 1.8 16V Flex de até 140 cv de potência e torque de 17,4 kgfm, ambos valores medidos com etanol. O câmbio também permanece o CVT que simula até sete marchas quando se opta pelas trocas manuais em aletas atrás do volante.

Já na versão Touring mora a principal virtude do modelo asiático: o motor 1.5 turbo e injeção direta rende 173 cv e 22,4 kgfm, tudo isso guiado pelo mesmo câmbio CVT que simula sete marchas, mas recalibrado.

Motor do Honda HR-V Touring

No modelo flexível em combustível, o desempenho é bom na cidade e o câmbio propicia trocas suaves e praticamente imperceptíveis. Mas se você exigir um pouco mais no acelerador vai perceber que a rotação do motor sobe demais antes do conjunto oferecer o desempenho desejado.

Essa lentidão nas respostas do CVT é o que depõe contra ele. Quem prefere dirigir de maneira mais suave irá amar seu comportamento, mas quem é ‘pé-pesado’, vai passar raiva.

Quando falamos em consumo, também era possível ser um pouco melhor: 8,4 km/l no circuito urbano, com ar-condicionado ligado 100% do tempo e com gasolina no tanque. É, gasolina. Beberrão se pensarmos que tem SUV desta categoria que faz média pouco menor, mas com etanol.

Na versão turbinada, o conjunto trabalha com primazia e o comportamento lento do câmbio na versão Flex parece completamente corrigido. Em nenhum momento desanimou e, quando exigido em ultrapassagens ou subidas íngremes, correspondeu à altura. Destaque para o funcionamento na função Sport e nas trocas manuais nas aletas atrás do volante, se comportando como um genuíno automático.

Outro ponto que merece destaque (fora o desempenho sem ressalvas) é o consumo de combustível: bebendo somente gasolina, em circuito urbano e com o ar-condicionado ligado 100% do tempo, a média ficou em 11 km/l. Nas mesmas condições, mas em rodovia, a média subiu para 14 km/l.

Suspensão, conforto e freios

Em ambos os casos, o HR-V é Honda mais agradável de dirigir na cidade. Como costumo dizer, os Honda têm calibração de suspensão tendendo à dureza, fato que faz com que os carros (e os ocupantes) sofram em terrenos mal pavimentados.

A anatomia dos bancos também ajuda na ergonomia a bordo, com comprimento e largura que abraçam bem o corpo dos ocupantes da dianteira.

Por falar em bancos, na versão EXL eles são revestidos em couro ecológico e tem regulagem de altura e profundidade para o motorista. O volante também permite regulagem e isso facilita bastante uma condução mais agradável para a grande maioria das pessoas.

O ponto negativo da ergonomia continua na conexão USB posicionada abaixo do console do câmbio. É preciso fazer malabarismo para encaixar seu smartphone na porta correspondente e usufruir da conectividade com a central multimídia.

Não houve alterações significativas no conjunto da versão turbinada, exceto pela recalibração necessária para abrigar o novo propulsor. Assim, os conjuntos preservam o conforto de rodagem.

Tanto o EXL quanto o Touring contam com freios a disco nas 4 rodas e possuem sistema ABS e EBD (Anti-lock Brake System/Electronic Brake Distribution). Acrescenta-se também o sistema Brake Hold, que mantém o veículo freado nas paradas e só é liberado quando o pedal de acelerador é acionado.

Itens de série

Ambas as versões são muito bem equipadas de série e, na EXL, se destacam o ar-condicionado digital (de uma zona), direção elétrica com regulagem de altura e profundidade, seis airbags, controle de tração e estabilidade, faróis com projetor e LED diurno, lanternas traseiras de LED, retrovisor com rebatimento elétrico e central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay.

Já na versão Touring, acrescentam-se sistema de alerta de frenagem emergencial ESS(Emergency Stop Signal), sistema Honda LaneWatch – Assistente para redução de ponto cego, aerofólio traseiro, antena na parte traseira do teto tipo shark, conjunto Ótico FULL LED: Faróis alto, baixo e de neblina, luzes de rodagem diurna(DRL) e lanternas traseiras em LED, grade frontal cromada com acabamento blackpiano, escapamento duplo cromado, botão para partida do motor(Start/ Stop Engine), sistema de áudio AM/FM com 4 alto-falantes + 2 tweeters, retrovisor interno fotocrômico(antiofuscamento), sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e teto solar panorâmico com função 1 toque e anti-esmagamento.

Veredicto

O Honda HR-V está entre os SUVs mais confortáveis do mercado, empatado com o Nissan Kicks em conforto de direção, e apresenta bom desempenho mesmo na versão EXL Flex, com conforto a bordo elogiável e boa oferta de itens de série.

A versão Touring vai bem no quesito desempenho, economia de combustível, e itens de série importantes, como sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, bem como o belo teto solar panorâmico, mas a diferença de 26.500 entre as versões (EXL – R$ 113.400; Touring – R$ 139.900) parecem um pouco demais e só compensariam para quem pensa em utilizar a versão turbinada em trajetos predominantemente rodoviários, ou que o teto solar seja um item essencial.

Se este for o caso, pense também no Jeep Compass Longitude Flex que, apesar de não oferecer o mesmo desempenho, tem pacote de itens de série muito semelhante – com destaque para a central multimídia de 8,4″, ar-condicionado digital de duas zonas, sensor de estacionamento, controles de tração e estabilidade e revestimento dos bancos em couro – tudo por cerca de R$ 130 mil, ou seja, R$ 10 mil a menos do que HR-V Touring.

Galeria Honda HR-V EXL

Galeria Honda HR-V Touring

Ficha Técnica Honda HR-V EXL

  • Motor: 1.8 16V Flex
  • Potência (cv): 139 (E) / 140 (G)
  • Torque (kgf.m): 17,7 (E) / 17,5 (G)
  • Câmbio: CVT com modo manual
  • Tração: dianteira
  • Direção: eletroassistida
  • Suspensão dianteira: tipo McPherson, roda tipo independente e molas helicoidais
  • Suspensão traseira: tipo eixo de torção, roda tipo semi-independente e molas helicoidais
  • Freios: Disco nas quatro rodas

Ficha Técnica Honda HR-V Touring

  • Motor: 1.8 16V Flex
  • Potência (cv): 173 (G)
  • Torque (kgf.m): 22,3 (G)
  • Câmbio: CVT com modo manual
  • Tração: dianteira
  • Direção: eletroassistida
  • Suspensão dianteira: tipo McPherson, roda tipo independente e molas helicoidais
  • Suspensão traseira: tipo eixo de torção, roda tipo semi-independente e molas helicoidais
  • Freios: Disco nas quatro rodas
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