Fotógrafo revive bons tempos de infância, agora ao volante de seu próprio modelo, com toques retro, como CD Pioneer dos golfinhos e rodas “morceguinho”

O cabeleireiro e fotógrafo Gledson Ramires Meleiro, de 21 anos, morador de Guarulhos, na Grande São Paulo, viveu sua infância tendo o Fusca do pai como referência quando o assunto era automóvel. No Fusca marrom savana 1976 da família, Gledson descobriu, com seus 8 a 9 anos de idade, a paixão pelo modelo que já foi considerado sinônimo de carro popular no Brasil.

Conhecedor e incentivador indireto desse amor de Gledson por Fusca, o pai dele não deixou escapar a oportunidade de presentear o filho com um exemplar do “Besouro”, logo que Gledson atingiu a idade para tirar a carteira de habilitação. “A mãe de um amigo meu tinha um Fusca que eu vivia namorando. Quando soube que ela queria vender, falei para o meu pai e ele o comprou para me dar de presente”, conta o fotógrafo. Pois é esse Fusca 1978 que você vai conhecer nesta reportagem.

Show de golfinhos

Quando chegou às mãos de Gledson, em 2015, o Fusca branco polar estava praticamente original, com exceção das rodas de 14”, de películas escuras nos vidros, um toca-fitas Pioneer e falantes 6”x9” no tampão. A pintura original tinha sido refeita, mas na mesma tonalidade da original. O toca-fitas e os 6”x9” foram os primeiros itens a cair fora. No lugar deles, Gledson encomendou à loja paulistana H3 Customs um novo sistema de som, mas sem abrir mão de um toque retrô.

O responsável por isso é a unidade principal do sistema, um CD player Pioneer DEH-P7750MP, famoso aparelho com frente retrátil mecanizada, em cujo display havia uma animação de golfinhos em movimento, que mudavam de cor de acordo com a equalização. “Esse aparelho estava no antigo Fusca do meu pai e é uma verdadeira relíquia”, conta Gledson, que se orgulha de ter restaurado um dos botões de comando com uma peça original, adquirida na própria Pioneer.

Para a reprodução das frequências de voz, os instaladores escolheram um par de kits duas vias JBL, com médios de 6”, tweeters e crossovers acomodados em caixas do tipo “pezinhos”, bastante comuns em instalações no período áureo das competições de qualidade de som no Brasil, duas décadas atrás.

No bagagito interno, na traseira do carro, conhecido como “chiqueirinho”, foi instalada uma caixa acústica dutada com dois subwoofers Bomber One de 12”. No mesmo compartimento ficam os dois amplificadores do sistema, um mono da Taramps, modelo TL-900, para os subs, e um Corzus XR 2100 Advanced, de 4 canais, para o kit duas vias. Os cabos RCA são da marca Stinger e o restante do cabeamento é da Technoise. A bateria é de Ampères. O volante veio de um Santana Elegance, mas Gledson está em busca de uma peça original para deixar seu Fusca ainda mais retrô.

Rodas “morceguinho”

Um item que já estava no Fusca quando ele foi comprado pelo pai de Gledson, as rodas de 14”, estilo “morceguinho”, foram mantidas, mas passaram por uma reforma. A tala de 7” foi mantida na traseira, mas foi reduzida para 5,5” na frente, para compor um visual “hot wheels”. A suspensão dianteira foi preparada e teve a catraca encurtada em 3,0 cm. Na traseira, o trabalho consistiu na regulagem do facão. Os pneus têm medida 175/70 na frente e 195/70 na traseira.

Gledson, cuja atividade como fotógrafo está ligada ao universo automotivo, agora usa e abusa de seu Fusca para ir, profissionalmente ou por puro prazer, aos encontros de admiradores e proprietários de veículos VW. E, não se pode negar, que Gledosn já chega com grande moral e em alto estilo a esses encontros. Concorda?

Quem fez:

Suspensão: www.facebook.com/slowelowgarage

 

Ficha técnica

Fusca 1978

Parte externa

Rodas “morceguinho” de 14 x 7” na traseira e 14 x 5,5” na frente

Suspensão fixa rebaixada

Som

CD player Pioneer DEH-P7750MP

Kit duas vias JBL

2 subs Bomber One de 12”

Amplificador Taramps TL-900 mono

Amplificador Corzus XR 2100 Advanced, de 4 canais

Canos RCA Stinger

Fiação Technoise